Nessas últimas semanas eu estive lendo Henry Miller. Acho que nem faz diferença quais Henrys eu li. E então também estive pagando contas, fazendo planos. Cortando o cabelo e comendo menos. Sentindo saudades, muitas saudades mesmo. Fui convidada pra festas e comemorações. Fui a todas, me senti sempre absolutamente bem. Adoro estar com pessoas que falam muito e sem parar, eu fico olhando no fundo dos olhos delas e elas ficam sem jeito. Set lists clichês se misturaram com os hits novos. Tudo era muito colorido, todo mundo segurava na minha mão. A gente rodava e ria bem alto. A gente gritava e dava abraço coletivo. A gente sentia sede e bebia, os copos eram grandes, a gente dividia. E depois de cinco horas subíamos a Alameda e entrava no metrô e éramos (seis?) zumbis até chegar no ônibus. E depois, em casa dormíamos 11 horas. Almoço e Família. Sempre que senti fome comi com as melhores companhias. É tão bom ter uma família grande e completamente desajustada. Muitos abraços, muita tv, e joguinhos.
Tenho sorte, podia a partir de hoje descer de onde penso que estou e viver pra essas pessoas que me amam. Não preciso me sentir tão sozinha, por que certamente eu não estou.
Não preciso gostar de ninguém, e ninguém precisa gostar de mim. Tudo está ótimo e os shows estão chegando. Tem muita coisa melhor ainda chegando. Não preciso de nada disso que achei que tinha. Só preciso do que já tenho.
Eu vive meses de espera e de meias verdades. É incrível como alguém pode chegar e bagunçar, e ficar e não deixar você arrumar. Não quero mais mesmo, então pode ficar aí com a sua pseudo que eu fico com e minha.
